domingo, 1 de fevereiro de 2009

Hum, hum

Não me venha falar de amor
Ele não foi feito para mim
Toda essa eternidade
Que deseparece sem aviso prévio
Tantos "eu te amo" instáveis
E eu canso-me ou ponho-me em prantos
O amor, hum, hum, que má idéia

Não me venha falar de amor
Ele não passa de uma emboscada
Esses arrepios e essa inquietação
O amor, hum, hum, não serve para nada
Mas ele se disfarça de meigo e me morde
E aí é uma fatalidade
Porque eu passo a desejar cada vez mais

Por que se deixar envolver?
Se ao final as promessas serão desfeitas

Não me venha falar de amor
Ele não combina comigo
Não satisfaz- me nem compreende- me
O amor, hum, hum, ele não vale nada
E o coração põe- se sem razão
Até que você descobre que tudo é em vão
E que de nada serve

Não em venha falar de amor
Eu prefiro a liberdade
Sentir o vento em minha pele
Os cheiros de quem eu não conheço
Um gosto novo em outra pele
Eu prefiro de tempos em tempos
O amor, hum, hum, não mesmo